Trabalhar menos e produzir mais: o desafio da produtividade

Trabalhar menos e produzir mais é uma necessidade de todos. Mas você já parou para pensar no que é trabalho produtivo para você? Por exemplo, quando estou em casa, sentado em uma confortável poltrona lendo um livro de ficção, estou trabalhando?

Pessoalmente gosto muito de livros de ficção científica. Isaac Isimov é meu autor favorito e posso passar horas sem respirar lendo um de seus livros. Meu record foi 6 horas seguidas, sentado em uma confortável poltrona de uma concessionária aguardando uma demorada revisão.

A resposta para o exemplo à primeira vista é um óbvio não por muitas razões.  Não estar sendo pago para ler o livro ou não ter que produzir nada que será remunerado com base no livro sendo algumas delas.

E se um dia eu me tornar um escritor de ficção científica como ele? Os vários anos de preparação lendo seus livros e de outros autores, não foram um tipo de trabalho? Aquele dia com 6 horas seguidas de leitura não teria sido um glorioso dia de trabalho produtivo?

“Ah Marco, isso é apenas estudo” consigo ouvir alguns pragmáticos dizendo … então como ficam os funcionários das indústrias que recebem anos de treinamento pagos pela própria empresa? Alguns recebem até o privilégio de viajar por dias com despesas pagas, para obter um novo conhecimento que irá agregar valor para o negócio.

E mais: trabalho e estudo podem (e muitas vezes devem) andar de mãos dadas. Eu por exemplo, quando estou desenvolvendo sites ou criando cursos, preciso estudar a todo momento. Bolas, até para escrever este post tive que estudar algumas palavras para não digitar (muita) besteira.

Complicado.

Como ganhar um dia a mais no mês de trabalho produtivo

Meu objetivo não é lhe ensinar x técnicas sobre como trabalhar melhor ou como trabalhar 12 horas por dia e ter uma vida feliz. Mas sim mostrar que pensar no assunto pode fazer a diferença. Veja o que fiz.

Todos os meses precisava sair da frente do computador (atenção: isso é uma grande tortura para geeks e nerds) para sacar dinheiro e pagar algumas contas pessoalmente. Não estou falando de água, luz e telefone, coisas facilmente automatizáveis via débito ou cartão de crédito. Estou falando de imobiliárias (ramo jurássico), prestadores de serviços e estabelecimentos em que o sistema comercial é um caderno ou computador com windows xp, conectado 24 horas ao facebook…

Resolvi fazer as contas e vi que perdia facilmente, em um mês, de 6 a 8 horas efetuando este tipo de tarefa. Ou seja, perdia o equivalente a um dia de trabalho que poderia ter sido produtivo.

Como resolvi o problema: cheques. Sempre fui avesso a eles, a ponto de brigar com meu gerente para retirar tal opção de minha conta bancária, juntamente com a taxa. Opção negada.

Agora deixo cheques pré-datados para pagamentos futuros nos estabelecimentos (foi preciso conversar um pouco em alguns deles, mas no final cheque com fundo também é dinheiro).

Os saques bancários também caíram consideravelmente, pois quando algum prestador de serviço ou comércio não aceita cartão e pede para receber em dinheiro, tenho o talão de cheques no porta luvas esperando.

A estratégia para aumentar seus dias produtivos é simples: diminuindo uma horinha aqui e outra ali de trabalho improdutivo, no final de um longo período você ganhará dias de produtividade.

Por que saber o que é trabalho (produtivo) pode mudar sua vida

O dramático relato anterior é apenas uma pequena amostra de coisas que dão trabalho mas não produzem valor para nossas vidas.

Se você se pegar em uma ou mais das situações a seguir, vale a pena parar e pensar se o que você considera trabalho é trabalho produtivo:

  • Ir ao banco por qualquer razão
  • Passar horas na fila do banco, por qualquer razão
  • Passar horas em qualquer fila (sim, o banco é um agravante)
  • Reuniões que não geram resultados mensuráveis
  • Reuniões que geram mais reuniões
  • Passar horas no transito sem fazer nada
  • Conversar assuntos não relacionados no trabalho
  • Explicar as coisas (para clientes, funcionários, parceiros)

As situações acima foram (num passado não muito distante) constantes em minha vida.

Ir ao banco não é trabalho. Você pode mandar um e-mail para seu gerente ou telefonar. Ficar na fila do banco está atrapalhando seu trabalho, e não ajudando a realizá-lo.

Qualquer fila é um potencial inimigo (a menos que você não esteja trabalhando). Qualquer reunião é um potencial inimigo (a menos que sem ela você não consiga prosseguir trabalhando).

Dirigir para o trabalho dá um trabalhão todos os dias, mas não é trabalho de verdade. Encontre uma forma de ouvir um livro enquanto dirige, ou fazer ligações importantes (utilizando o bluetooth).

Pense seu trabalho

Pensar é fundamental. Perguntar se a situação vivida é necessária para o resultado final exige paciência, sinceridade, feedback e observação pessoal. Cada nova tarefa otimizada é como uma despesa inútil cortada: um alívio para todos.

Vejo muitas pessoas reclamarem que passam tempo demais trabalhando e não tem tempo para a família, a viagem ou o negócio tão sonhado. Mas não dedicam 5 minutos do dia para refletir sobre se o que consideram trabalho não passa de desperdício de tempo e sonhos.

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